Plagues and Peoples, por William H. McNeill




Levei um século pra terminar de ler esse livro, mas consegui!

Eu o encomendei porque é uma referência importante em livros com histórias de doenças infecciosas. Já falei pra vocês que adoro ler sobre doenças infecciosas. Principalmente Ebola, que é minha favorita. Também gosto de ler sobre AIDS. É só ser uma doença originária da África (ou da Índia também) que eu vou gostar ehehehe.

Achei ótimo o livro. Ele faz uma relação entre as doenças macro e microparasitárias. Faz bastante sentido o raciocínio dele.

Fiquei particularmente encantada com a teoria da relação entre cristianismo e budismo e doenças infecciosas. Tanto a Índia quanto a Jerusalém da época de Jesus são lugares quentes e propensos a doenças desse tipo. Como havia muitas mortes, as pessoas precisavam de religiões que lidassem com o problema do sofrimento. Por isso essas religiões ficaram tão célebres: pois vão diretamente à questão da dor humana.

Geralmente pessoas de uma classe social mais alta se identificam com religiões que se direcionam mais para a filosofia e para a arte. É verdade que Buda foi um pouco filosófico, mas ele costumava não focar na metafísica. Crenças greco-romanas e o antigo brahamnismo pelo que sei apelavam bastante para as altas classes.

Eu gosto de religiões focadas na forma de pensar e sentir o mundo dos mais pobres. Isso nos faz fugir um pouco de uma forma de pensar elitista (que é totalmente válida, mas precisamos experimentar mais paradigmas!). O cristianismo me ensinou muito disso: aprender a linguagem para me comunicar com pessoas mais simples. E como dizia Tolstói, são exatamente as pessoas mais pobres do interior que parecem mais generosas e mais conectadas com o sentido da vida, lidando melhor com a morte e com a dor do que intelectuais. 

A não ser que você seja Robert Anton Wilson. Sim, temos exceções.

Mas esse é um longo assunto. Mais adiante explicarei mais sobre esse pensamento, que é digno de atenção. Eu gosto de tudo: religiões de ricos, de pobres, de patos, de moscas. Quero de tudo um pouco com todas as cores e sabores! Mas quando percebo que estou há muito tempo num sabor só quero variar um pouco pra não estagnar minha forma de ver o mundo.


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