8 novos vídeos no Youtube!



Eu devo ser meio idiota, pois nesse fim de semana estou completamente sem tempo e mesmo assim gravei oito vídeos pra colocar no Youtube, haha! É porque eu já tinha feito uma lista com assuntos que eu queria gravar vídeos e queria me livrar logo da maldita lista.

Não sei como consegui esse feito, mas nessa sexta terminei de ler o livro de 400 páginas do Joseph Campbell. Também quero me livrar do livro do Gombrich o quanto antes, embora ele tenha 500 páginas e eu esteja apenas na pg 100.

Quando falo "me livrar" eu falo meio em tom de brincadeira, porque eu gosto de ler e gravar vídeos. Ler e escrever sempre foi algo fácil porque já faço isso desde criança, como relatei em outro post, mas nunca imaginei que eu fosse gostar tanto de gravar vídeos e me sentisse tão à vontade fazendo isso. Tenho impressão de que já comentei isso em outro post meu também.

Eu não me importo que meus vídeos sejam simples e sem super edições, assim como eu nem reviso direito os livros que eu escrevo. Meu namorado é designer e editor de vídeos e se eu quisesse poderia pedir para ele editar meus vídeos e fazer umas diagramações bem elaboradas nos meus livros. Eu já peço pra ele editar as minhas capas, mas por enquanto estou totalmente satisfeita com meus livros e vídeos simples do jeito que estão.

Até porque gosto de fazer as coisas rápido: escrever muitos livros e gravar vídeos rapidamente. Eu me preocupo com quantidade não porque eu gosto de ter muitas coisas, mas porque tenho muitas ideias.

A maior parte dos meus vídeos é só eu falando de livros que li ou escrevi. Curiosamente, a maior parte dos posts dos meus blogs também são sobre isso hehehe.

Sei que as pessoas devem achar muito mais interessante ver vídeos meus ou ler posts meus falando sobre as coisas. Por exemplo, dando minha opinião sobre magia, religião, etc.

Embora fazer isso seja mais interessante, a probabilidade de você desagradar seus leitores ou seus ouvintes expressando opiniões com as quais eles não concordam também se eleva. É claro que é muito mais seguro fazer uma resenha mais ou menos neutra de um livro (elogiando mais do que criticando, conforme a etiqueta) e esconder suas opiniões em personagens de romances em vez de expressá-las diretamente.

Se eu gravo um vídeo fazendo uma resenha de um livro, a não ser que seja um livro muito popular e amado, provavelmente ele não será muito visto e tampouco será criticado se eu não falar negativamente dele, o que não costumo fazer com livros. Quando tenho algo a criticar, sempre busco fazer isso de forma leve e discreta, em respeito ao autor.

Quando gravo um vídeo dando minhas opiniões sobre isso ou aquilo, há mais views, mas nem todos vão gostar do que falo. Eu às vezes tenho opiniões fortes sobre alguma coisa. Tento segurar, mas às vezes deixo escapar uma ou outra coisa.

Vou usar o exemplo desse vídeo que coloquei aqui. Eu estou lendo o trecho de um livro do Hesse. É um trecho bastante polêmico, mas foi ele quem escreveu, não eu. E como é um autor famoso, tem o peso da "autoridade" dele por trás das palavras, para impor certo respeito.

Eu obviamente não escolhi um autor famoso por causa disso, já que eu leria em voz alta qualquer livro que me agrada. Só li porque gostei do trecho.

Basicamente, no livro o personagem fala que quando era jovem costumava gostar de ocultismo e era intelectualmente atraído por ele porque tinha poucas preocupações na vida. Quando vem o sofrimento, seja na pobreza ou na maturidade da vida, a religião nos atrai muito mais do que exercícios intelectuais.

Eu falei sobre isso em outro post meu e acho essa uma ideia interessante. Claro que não é uma regra, já que eu gosto de religiões desde que eu era criança, principalmente no início da adolescência, e existem muitos idosos ateus.

Mesmo assim, eu sinto grande atração pela ideia de que religiões são complexas o suficiente para serem de interesse de pessoas mais velhas e mais maduras. Quando somos jovens os desafios intelectuais nos atraem muito mais, assim como a arte, a revolta contra a tradição e os valores estabelecidos.

Quando ficamos mais velhos percebemos que a vida é muito mais do que parecer inteligente ou ter grandes habilidades. Cada vez mais percebemos a importância do amor, o valor da família, a importância de se conectar com as pessoas ao nosso redor, com nossa sociedade, etc. 

Na juventude a nossa realidade é nosso pequeno círculo de amigos, da mesma classe social, que compartilha valores parecidos. E amigos são realmente preciosos. Mas em geral quando somos jovens não ligamos tanto para família e queremos salvar o mundo.

Ao ficarmos mais velhos, talvez montemos nossa própria família e passemos a entender seu valor, respeitando mais os nossos pais que antes criticávamos. Notamos que se queremos salvar o mundo devemos começar com as pessoas ao nosso redor, ajudando nossa família e nossos amigos, como disse a Madre Teresa. 

A religião é uma oportunidade para expandir mais esse círculo, não contendo apenas amigos da juventude e amigos do trabalho. Numa igreja ou templo também lidamos com pessoas que pensam parecido com a gente, mas já podemos experimentar conversar com pessoas de outras classes sociais e às vezes participar de trabalhos de caridade, conhecendo assim pessoas ainda mais diferentes.

Eu tenho 30 anos e ainda não entendo bem como pensam as "pessoas mais velhas", já que isso pode significar pessoas de muitas idades diferentes. Quando eu estava no colégio as tais pessoas mais velhas era quem tinha mais de 20 anos.

Eu gosto de posar de madura e ter gostos de "pessoas mais velhas" como religião. Já política nem tento fingir entender, mas outro dia falo mais a fundo minhas opiniões sobre isso, já que curto uma boa polêmica (desde que tratada com certo cuidado).

Pra variar, me empolguei e escrevi um post gigante. Vou indo que ainda tenho uma lista de coisas para fazer que preciso completar até amanhã. Boa noite!



Comentários

  1. Só para polemizar,rsss.
    Pessoas mais velhas comanda o mundo,os mercados e as guerras.Pessoas mais velhas são adaptadas a uma sociedade que teima em não mudar seu padrão de consumo e de acúmulo de objetos descartáveis que emporcalham o planeta.Pessoas mais velhas gerenciam a política.
    Pessoas mais jovens relutam em serem pessoas mais velhas castradas e adaptadas.

    A questão seria pessoas que desenvolvem gradualmente MATURIDADE.E isso não é resultado natural de idade mais avançada.A maturidade é uma conquista, intelectual,afetiva e também a capacidade de ter uma certa independência social .A maturidade é ,acima de tudo ,uma obra elaborada sobre si mesmo.
    Uma ideia sempre me fascinou.Que em todos nós há uma criança que vai sendo esquecida com o passar dos anos porque uma caricatura de adulto ( ou se quiser um modelo) vai moldando a personalidade de cada um de nós.
    Eu sou fascinado pela ideia exposta no livro de Arthur Clarke ,O FIM DA INFÂNCIA.Nele , ocorre a superação ,pela extinção da humanidade atual ( o fim da infância como uma espécie que chegou até o seu limite de evolução) e o surgimento de uma raça mutante ( a partir da humanidade) na forma de nossas crianças em plena sintonia com o UNIVERSO.

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    1. Bem interessantes as ideias que tu colocou. Fiquei curiosa sobre esse livro.
      Acontece que eu sou uma otimista incorrigível. Reconheço que existem coisas terrivelmente erradas com o mundo, como um acúmulo absurdo de muito dinheiro por parte de poucos e as guerras.
      No entanto, também existem muitas coisas certas no mundo e eu ainda acho que as coisas certas superam as erradas.
      Concordo que maturidade não é somente questão de idade, embora experiência de vida também conte.
      A maturidade ocorre gradualmente, mas existem eventos em nossa vida que costumam desencadear esse processo. Sair da casa dos pais, casar, trabalhar e ter filhos são algumas coisas que costumam amadurecer a pessoa.
      Claro que nem sempre as coisas precisam seguir esses padrões. Em muitos países asiáticos ainda é comum o costume de a família inteira de várias gerações (avós, pais, filhos) morarem juntos na mesma casa. Acho que isso de ter que sair da casa dos pais o quanto antes e morar sozinho para conquistar independência é algo bem americano que o resto do mundo ocidental adotou como algo positivo.
      E obviamente nem todos precisam casar e ter filhos. Mas acho que ter amizades fortes é outro fator que amadurece.
      A ideia de ser criança traz conotações positivas e negativas. Tem o ser criança positivo no sentido de se divertir, imaginar, questionar e ter entusiasmo pelas descobertas e coisas da vida. Nesse sentido, acho que todos nós devemos ser adultos que conservam um pouco desse lado mais brincalhão, curioso e jovial.
      No entanto, também tem o "ser criança" negativo, que seria ser um adulto que foge de responsabilidades, que está sempre com medo, que é emocionalmente imaturo, precisa de ajuda o tempo todo e se sente inseguro para fazer as coisas sozinho.
      Não há nada de errado em ter medo, mas acredito que faça parte do tornar-se adulto superar um pouco desse passado e seguir para as próximas etapas da vida. Sim, muitas dessas etapas são artificiais e criadas pela humanidade, mas outras são bem reais como as transformações do corpo com a idade. Em várias civilizações sempre houve rituais para celebrar essas diferentes fases da vida que possuem suas características. Claro que cada pessoa é única e as vive de forma diferente.
      Ao mesmo tempo em que existem "pessoas mais velhas" que não se preocupam com os mais pobres ou com o meio ambiente, também existem muitas dessas pessoas que lutam para transformar a realidade ao seu redor, nem que seja através das pessoas mais próximas, tentando melhorar a situação de um vizinho ou de seu bairro. Coisas pequenas, mas muito significativas.
      Os jovens tendem a possuir uma caricatura de pessoas mais velhas como conservadoras e conformistas e talvez muitas delas sejam sim conservadoras, mas não de um jeito ruim. Elas querem conservar o ideal da família, de ter boas maneiras com as pessoas, educar bem os filhos.
      Os filhos raramente notam o quanto os pais fazem por eles e em vez de ser gentil com os pais preferem tentar salvar o mundo através de uma ideia idealista e vaga de "ajudar os outros" sem notar que é o núcleo da família, das pequenas comunidades, um dos lugares principais em que se começa a construir uma ajuda estável e duradoura.
      Vou falar mais sobre isso no dia em que eu me aventurar a escrever um post beeem polêmico sobre política, hehe.

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  2. Que as Crianças Cantem Livres (Taiguara)


    O tempo passa e atravessa as avenidas
    E o fruto cresce, pesa e enverga o velho pé
    E o vento forte quebra as telhas e vidraças
    E o livro sábio deixa em branco o que não é

    Pode não ser essa mulher o que te falta
    Pode não ser esse calor o que faz mal
    Pode não ser essa gravata o que sufoca
    Ou essa falta de dinheiro que é fatal

    Vê como um fogo brando funde um ferro duro
    Vê como o asfalto é teu jardim se você crê
    Que há sol nascente avermelhando o céu escuro
    Chamando os homens pro seu tempo de viver

    E que as crianças cantem livres sobre os muros
    E ensinem sonho ao que não pode amar sem dor
    E que o passado abra os presentes pro futuro
    Que não dormiu e preparou o amanhecer...

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