Marília de Dirceu, por Tomás Antônio Gonzaga




Nada como ler um autor brasileiro de arcadismo pela manhã. Mentira, odeio acordar cedo. Acordei por forças maiores e aproveitei para ler. 

Acho o arcadismo interessante porque os autores são muito cara de pau. Alguns deles nem devem conhecer direito a vida no campo e ficam pagando de camponeses. Parece até eu e minha defesa dos mosteiros em cidades do interior e da vida simples no campo. Claro que essa é uma vida difícil e com inúmeras dificuldades.

Rousseau exaltou o bom selvagem. Voltaire zombou dele. E eu gosto dos dois, mas prefiro Voltaire. Eu já comecei a ler o Emílio uma vez, mas ainda não consegui terminar porque é grande. Quero conhecer o livro que atrasou a caminhada super pontual do Kant.

Mas voltando ao Marília de Dirceu, gostei muito. Não dou a mínima se o autor não ficou com a verdadeira Marília e não correu atrás dela. Até onde eu posso, separo a vida pessoal do autor da sua obra. Se bem que nem sempre faço isso quando estou a fim de ser chata ehehe.

Notei que alguns termos que ele usou nos poemas os tornam fortes. O gelo e o fogo, o céu e a terra, a vida e a morte, a paz e a guerra. Parece até barroco. Aliás, parece romantismo. E simbolismo. Sei lá, tem um pouco de tudo nessa joça. Mas é arcadismo porque é roça com Deuses greco-romanos, tem Cupido, tem até antigos governantes da Antiguidade Clássica. O cara se puxou.

Eu curti. Não sei escrever poemas direito e mal escrevo, mas quando faço eu tento fazer umas rimas e metrificação, pra brincar. 




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