The Chaonomicon, por Jaq D. Hawkins (parte 2)




Concluí a leitura! Leia também a parte 1. Vamos às passagens:

"Décadas depois do começo da magia do caos, as pessoas ainda perguntam: 'O que é isso?'. A dificuldade de responder essa pergunta simples está no fato de que ninguém pode dizer que algo não é magia do caos, porque ela é uma atitude em relação à magia e não um sistema em si. Autores modernos de livros que tratam da magia do caos escrevem sobre o misticismo oriental de uma perspectiva caoísta, um livro de rituais Discordianos ou um diário pessoal de práticas mágicas e ninguém pode dizer: 'Mas isso não é magia do caos'". 

"Minha própria definição, que penso ser a mais simples, é que a magia do caos é sobre entender o mecanismo da magia, a Física de como a magia funciona"

"Um dos problemas que a magia do caos gerou é a atratividade do que parecem ser métodos ritualísticos simples para os novos magistas aspirantes que podem não ter usado nenhuma outra forma de magia antes. Alguns desses magistas do caos noobs pegam o jeito muito bem, mas muitos passam mais tempo reclamando em grupos de internet e mídias sociais que tal magia não funciona do que tentando desenvolver sistemas que funcionam"


Aparentemente não tive muitas anotações a fazer nessa segunda metade, mas também gostei muito. Hawkins fala de sigilos, de Spare, de servidores, de iniciações, grupos de magia, técnicas de magia, etc. Embora relativamente curto, é um livro que aborda a maior parte das áreas importantes da magia (ou as que eu particularmente considero relevantes).

Ela menciona que o Spare costuma dividir o sigilo em três partes "Eu quero"+ "ter"+ "a força de um tigre" por exemplo. Você pode criar um sigilo para cada e depois misturá-los. Assim você pode guardar as duas primeiras partes e usar para outros sigilos. E seu inconsciente já fará as associações corretas.

E em vez de destruir um sigilo também é possível fazer uma obra de arte com ele, pendurar num lugar que você olha sempre e, com o tempo, você vai esquecer que ele está lá e somente seu inconsciente irá atuar.

Spare, para lançar sigilos, costumava escrevê-los num cartão em branco, colocar na testa e entoar alguma fórmula ritualística. 

Achei legal saber que, embora Kenneth Grant tenha divulgado os trabalhos de magia com os sistemas de Lovecrat, foi Phil Hine quem os divulgou para o grande público (através de seu livro Pseudonomicon, que eu já li e adorei) e ele também divulgou o uso de servidores através de um livreto seu. Servidores é um termo novo, mas eles começaram como formas-pensamento.

Vou reunir todas essas informações e mais outras para fazer uma resenha do livro no Teoria da Conspiração.

E a Jaq já anunciou um novo livro de magia para breve!


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