A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen, por Eugen Herrigel




"Eu compreendera que não havia outro caminho que conduzisse ao misticismo, a não ser o da própria vivência e sofrimento"

"A aranha dança sua rede sem pensar nas moscas que se prenderão nela. A mosca, dançando despreocupadamente num raio de sol, se enreda sem saber o que a esperava. Mas tanto na aranha como na mosca, algo dança, e nela o exterior e o interior são a mesma coisa. Confesso que me sinto incapaz de explicar melhor, mas é dessa maneira que o arqueiro atinge o alvo, sem mirá-lo exteriormente"

"De acordo com Takuan, a perfeição da arte da espada só é alcançada quando o coração do espadachim não for mais afetado por nenhum pensamento a respeito do 'eu' e do 'outro', do adversário e da sua espada, da sua própria espada e da sua maneira de usá-la e nem sequer sobre a vida e a morte. Diz Takuan: 'Assim, tudo é um vazio: você mesmo, a espada que é brandida e os braços que a manejam. Até a ideia do vazio desaparece. Dessa vazio absoluto desabrocha, maravilhosamente, o ato puro"

"Através de longos anos dedicados à meditação ele descobriu que, no fundo, a vida e a morte são uma única coisa, e que ambas pertencem ao mesmo plano do destino. Ele não sente nem a angústia de viver, nem o temor da morte. Apraz-lhe - e isto é característico do espírito Zen - viver no mundo, mas está sempre preparado para abandoná-lo, sem que a ideia da morte o perturbe"


Livrinho bem simpático. Gostei muito da leitura.

Embora eu nunca tenha me aprofundado no zen budismo, sempre simpatizei com ele. Possui uma espécie de simplicidade encantadora. 

A meditação fez com que hinduísmo, budismo e jainismo contivessem ensinamentos essencialmente semelhantes, como o "Não tenha medo" que é o símbolo da mão do jainismo. E o budismo adquiriu uma característica peculiar de acordo com o país, incluindo influências taoístas do 'wu-wei'. 


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